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Lisina Cristal
A lisina, um dos 20 aminoácidos que compõem as proteínas vegetais e animais, apresenta uma especificidade: ao contrário dos vegetais, os animais não têm capacidade de sintetizá-la. Assim, a lisina é chamada de aminoácido estritamente essencial. Conseqüentemente, todos os animais necessitam da presença de lisina na alimentação, seja ela fornecida por matérias-primas como o milho e a soja ou na forma pura, produzida através da fermentação.
A lisina é um aminoácido limitante em dietas para os animais porque as matérias-primas ricas em carboidratos que compõem a maior parte da ração animal, como milho, sorgo, trigo, triticale, milheto são altamente deficientes em lisina, sendo o nível de lisina em torno de 0,20 a 0,40% na matéria natural.
O farelo de soja, maior fonte protéica disponível para a alimentação animal contém alto teor de lisina, em torno de 2,7 a 3,0%, existindo contudo, limitações para o sua inclusão em rações, sejam de ordem econômica ou zootécnica.
Os requerimentos de lisina dos animais monogástricos são altos, devido ao elevado conteúdo de lisina das carnes de suínos e de aves, em torno de 5 a 7% de proteína.
Desde a década de 70, a disponibilidade industrial da lisina oferece aos nutricionistas a possibilidade de alcançar às necessidades de lisina dos animais monogástricos a um custo efetivo. Ao mesmo tempo é oferecida a possibilidade da diminuição do uso excessivo de proteína, permitindo assim, o uso de matérias-primas alternativas.
Recentemente, a substituição parcial da farinha de peixe por matérias-primas de origem vegetal para a produção intensiva de salmonídeos criou uma nova demanda para a lisina industrial. A otimização dos níveis dietéticos da ração melhora significativamente as performances produtivas dos animais como, ganho de peso, conversão alimentar e deposição de carne magra.
A rápida evolução das linhagens genéticas dos suínos, frangos de cortes, galinhas poedeiras e perus, resulta no aumento permanente das exigências de lisina, proporcionalmente ao aumento da eficiência alimentar pelo simples processo de concentração. Além disto, a seleção genética visa a obtenção de carnes magras, gerando maior necessidade de lisina.
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